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Hoje,  16 de outubro de 2010 a partir das 16h, acontece simultaneamente em mais de 100 cidades espalhadas por todo o continente americano o América Medita 2010. O evento reunirá pessoas em favor da paz mundial. Os participantes meditarão por um mundo sem violência e é aberto a quem queira se unir à causa.

A iniciativa é da Fundação Arte de Viver. Atuante em mais de 150 países, é uma das maiores ONGs do mundo e seus projetos são focados no autodesenvolvimento pessoal e em práticas como meditação, yoga e eliminação do estresse.  A organização foi fundada em 1982 e, hoje, é também consultora do Conselho Econômico e Social (ECOSOC) das Nações Unidas e da Organização Mundial de Saúde (OMS) no programa “Desenvolvimento da Política Global de Saúde para o Século XXI”.

Vale aqui replicar a missão e a visão da Razão de Viver (aqui na íntegra):

Nossa Missão

Servir a sociedade através do fortalecimento do indivíduo através de programas que eliminam o estresse, elevam os valores humanos e encorajam pessoas das mais diferentes origens e tradições a se unirem em celebração e serviço.

Nossa Visão

Criar uma sociedade livre de crimes, estresse e violência.

O trabalho na Fundação é realizado por voluntários e você pode conhecer um pouco mais do trabalho visitando um dos centros (encontre um aqui) ou comparecendo a esta mobilização internacional pela paz hoje.

Encontre o centro  mais próximo de você aqui.

Abaixo, os locais de encontro para o América Medita 2010 hoje:

No Brasil

Rio de Janeiro: Pedra do Arpoador
São Paulo: Parque Ibirapuera – gramado entre Marquise e Auditório
Salvador: Farol da Barra
Recife: Parque da Jaqueira
Fortaleza: Av. Beira Mar – Quadra Esportiva SESC
Brasília: Parque Olhos d’Água (413/414 Norte)

Iniciativas como esta mostram o quanto é importante o comprometimento de cada um em ser uma pessoa melhor para a formação de uma sociedade pacífica e colaborativa. Apenas com pessoas cada vez mais humanas, construiremos nações de paz. Hoje o que temos são indivíduos tomados pelo stress e por todo combustível que a explosões irracionais de violência, como a raiva, o destempero emocional, etc. Lógico que a culpa pelo cenário violento do qual fazemos parte não é exclusivamente culpa dos indivíduos, o problema é mais profundo, é de ordem social, é proporcionado pelo descaso governamental, mas estarmos dispostos à mudança interior é um primeiro passo muito importante.

Imagem oficial do Movimento

Imagem retirada de http://www.theworldmarch.org

Aconteceu no último domingo (20/12 – aqui notícia do iG), a Marcha Mundial pela Paz e não Violência (post da Helen falando sobre o Movimento) aqui em São Paulo. A Marcha percorreu 130.000 Km por mais de 200 cidades no mundo inteiro.

O evento realizado no Vale do Anahangabaú na capital paulista contou com presenças ilustres e shows com nomes como Jair Oliveira, Luciana Mello.

Antes de passar pos sampa, a Marcha mobilizou centenas de pessoas no Rio de Janeiro, como informa a Agência Brasil aqui.

 

Hoje ainda dá para bater um papo com a equpe Internacional da Marcha que se reúne no auditório da APEOE SP ( Praça da República, 282) a partir das 14h30. Depois, às 16h, tem Marcha até à Prefeitura da Cidade de São Paulo para entrega oficial da Carta Para Um Mundo Sem Violência (leia e baixa aqui).

A Marcha ainda não encerrou sua passagem pelo Brasil e você pode conferir a programação do evento aqui na página brasileira do Movimento.

Junte-se à Marcha e nos mande depoimentos e fotos para divulgarmos aqui o sucesso do Movimento.

Aconteceu no último dia 06/08/2009 na Assembléia Legislativa de São Paulo foi palco do seminário Desarmamento Nuclear – um Direito Humano que foi promovida pela Marcha Mundial Pela Paz e Não Violência. O evento lembrou os 64 anos da bomba nuclear lançada pelos EUA em Hiroshima e já aconteceu em mais de 300 cidades pelo mundo.

O seminário contou com palestrantes e sobreviventes de um dos fatos mais aterradores da humanidade, que ainda hoje faz vítimas. No brasil foram fundadas a Associação das Vítimas de Bomba Nuclear e a Associação Hibakusha-Brasil pela Paz. Cerca de 125 sobrevientes residem no Brasil.

Marcha na Assembléia em São Paulo

 

Aqui no site Cultura Japonesa tem textos ótimos para quem quiser entender um pouco mais a questão. Aviso: na matéria sobre a Bomba, algumas imagens podem realmente ser fortes.

Eu, particularmente, acredito que este tipo de seminário/debate deva ser mais recorrente e incentivado. Depois do que o correu nas cidades japonesas, sem falar em acidentes como o ocorrido em Chernobyl e que ainda hoje vitmam pessoas e ecossistemas, vemos países correndo para desenvolver seus programas nucleares, uns dizendo terem fins não armamentistas, outros não fazendo questão de esconder seu caráter bélico.

O perigo que a humanidade corre com programas assim não podem ser tolerados, sem falar na destruição que ocorre a tudo que circunda áreas nucleares. A humanidade tem de se roteger, precisa de paz. Sobretudo, precisa se unir para planejar em comunhão como ter um mundo realmente pacífico.

Para o pessoal que tem fácil acesso à região, vai a indicação de um evento muito importante para a conscientização da população a debater para entender melhor o que é a violência, e mais do que isso, conhecer o conceito de não violência que a Cecília à frente do Violência Sem Rastros propõe por meio do trabalho belíssimo que realiza.

Vale muito a pena ainda conhecer o trabalho que o Dr. Joaquim Zailton Bueno Motta vem relaizando há 10 anos com o Grupo de Estudos sobre o Amor que tem como objetivo “Expandir e promover o amor entre todas as pessoas e sociedades, sem distinção de características ou níveis”.

Precisamos de mais iniciativas como estas no combate à violência e na propagação do respeito e da convivência pacífica entre as pessoas.

Grupo de Estudos sobre o Amor promove palestra com Cecília Tannuri


GEA terá como palestrante a idealizadora da campanha Violência Sem Rastros

No próximo dia 27 (segunda-feira), o Grupo de Estudos sobre o Amor (GEA) receberá a palestra da terapeuta vibracional Cecília Tannuri, idealizadora da campanha Violência Sem Rastros. A palestra abordará temas como qualidade de vida, valores humanos, respeito, o poder do amor, entre outros.

Cecília Tannuri lidera um movimento contra a violência, principalmente violência doméstica contra mulheres e crianças. Hoje, a violência é uma constante e por isso Cecília tem como principal objetivo em sua campanha promover a conscientização e prevenção por meio do conceito da não violência.

De âmbito nacional e sem fins lucrativos, a campanha Violência Sem Rastros atende as vítimas de todo o Brasil gratuitamente. Isso é feito para que essas pessoas possam, mais tarde, estarem fortalecidas e multiplicar as ideias.

A palestra no Grupo de Estudos sobre o Amor é aberta ao público e acontece no Tênis Clube de Campinas, às 20h. Cecília Tannuri, além de palestrante, é também escritora e já tem seis livros publicados. O último, intitulado Resgate Uma Vida, é parte integrante

Tema da palestra: Respeito & Paz – A violência e o antídoto da não violência


Serviço:

Palestra da campanha Violência Sem Rastros

Tênis Clube de Campinas

Rua Coronel Quirino, nº 1346, Cambuí – Campinas

Informações:

Carla Carolina – Assessora de Comunicação da campanha Violência Sem Rastros

19 3367-1342 / 19 9208-8548

Cecília Tannuri – 19 9125-7867

Atualizando

Bem, levando em consideração que ficamos muito tempo ausentes, acho que nada mais justo do que colocar a conversa em dia.

Primeiramente, tenho de explicar que a ausência se deu pelos projetos que levamos paralelamente fora da web e que nos consome praticamente todo o tempo.

Reativando a vida do Violência em Debate, recebemos uma comunicação que nos deixou muito felizes. Um contato da Lívia Ascava, da Webcitizen e que já nos acompanhou em outras parcerias, nos informando que ficamos na seção de blogs indicados do blog do Governo do Estado de Minas Gerais (http://blog.mg.gov.br).

Este tipo de apoio pela causa que levantamos aqui neste blog vai além de importante, é motivador e imprenscindível!

Gostaria o pique de colocar a conversa em dia para anunciar um evento aqui:

Palestra no Grupo de Estudos Sobre o Amor

A Palestra acontece no próximo dia 27 de julho de 2009 no Tênis Clube de Campinas, que fica na rua Coronel Quirino, nº 1346, no bairro do Cambuí, às 20h. A reunião acontece todas às segundas-feiras. Neste dia 27 a palestrante é mais uma já conhecida nossa, Cecília Tannuri, idealizadora do belíssimo projeto Violência Sem Rastros, que tem como missão inserir na sociedade o bonito conceito da NÃO VIOLÊNCIA.

Acredito que por hora seja isso! Até a próxima (que está próxima mesmo)!

Em Breve

Bem, como vocês devem ter percebido, as meninas do Violência em Debate andaram meio sumidas.
Foi um período de férias ocasionado por projetos paralelos. Estamos reaquecendo os motores. Aguardem!

Nos dias 7 e 8 de agosto, ocorrerá no Rio de Janeiro, o Seminário Nacional Escuta de Crianças e Adolescentes Envolvidos em Situação de Violência e a Rede de Proteção, organizado pelo Sistema Conselhos de Psicologia.

O seminário será um espaço de diálogo com a participação de acadêmicos, psicólogos e especialistas sobre o Sistema de Proteção da Criança e do Adolescente. Serão debatidas questões sobre como garantir a proteção de crianças e adolescentes com ações que não entrem em conflito com a ética dos profissionais envolvidos.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (21) 2109-0100 ou pelo e-mail napg2@pol.org.br. Confira a programação.

Operação Sucupira

mata

Semana Passada uma operação policial denominada Sucupira intensificou a fiscalização, multando e fechando madeireiras e serrarias que trabalham de forma ilegal receptando madeiras retiradas da Mata Atlântica. Nos últimos 3 anos foram desmatados cerca de 100mil hectares, o equivalente a 100 campos de futebol, dos pouco mais de 7% que restam da Mata Atlântica, em Pernambuco por exemplo restam pouco mais que 2,5% e os campeões de devastação são os estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Para maiores informações ascesse o site do SOS Mata Atlântica.

Hoje pela manhã o jornal Bom Dia Brasil passou uma reportagem com um vídeo exclusivo do traficante Juan Carlos Ramirez Abadia, o traficante colombiano dono de rotas de tráfico internacional e de um patrimônio pra lá de absurdo, responsabilizado por mais de 300 mortes e o cara das milhares de plásticas.

as faces de Juan Carlos Ramirez Abadia

as faces de Juan Carlos Ramirez Abadia

Abadia foi preso no ano passado e extraditado em outubro. A extradição não demorou muito a acontecer e foi feita à base de troca: ele daria informações relacionadas às atividades do tráfico e a polícia o mandava para os EUA.

Entre as informações preciosas dadas por Abadia, estavam as denúncias do envolvimento de membros da Polícia Civil (DENARC) e até mesmo do DETRAN. Abadia, em um interrogatório que mais parecia um bate papo de boteco aos domingos, contou muito à vontade sobre o que acontecia e de como era persuadido a pagar propina.

Após a repercursão da notícia o governador de São Paulo José Serra diz que pedirá ao Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, para acompanhar as investigações pessoalmente. O secretário diz que dará prioridade absoluta ao caso.

Me lembro que na época da prisão e da extradição de Abadia muito criticou-se a polícia por “negociar” com bandido. Contudo, melhor negociar informações com bandido para que se possa repreender o tráfico, do que cobrar propina e alimentar essa rede criminosa que desvia tantas vidas saudáveis para um caminho sem volta e que forma uma das bases para a violência que enfrentamos hoje.

última versão de Juan Carlos Ramirez Abadia

última versão de Juan Carlos Ramirez Abadia

Oras, se a polícia não cumpre o propósito que justifica a sua própria existência (manter a ordem e a segurança pública), em quem confiamos então?

Sabe, por essas e por outras é que na periferia é comum vermos figuras como Abadia sendo tratadas e consideradas como protetoras, as que visam manter a ordem das comunidades. Para se ter uma idéia é muito comum que os grupos que comandam o crime organizado nessas comunidades trabalhem (com forte) esquema de segurança para que, nem polícia nem criminosos de outra comunidade, coloquem em risco a vida das pessoas dos lugares ondem vivem.

Policiais assim contribuem e muito para o descrédito da polícia e pelo aumento do respeito de traficantes em diversas comunidades.

Esperamos mesmo que sejam apuradas as denúncias. E queremos muito mais que 2 laranjas de baixa patente presos neste caso (em muitos outros também). Por que não somos idiotas a ponto de acreditarmos que um esquema de extorsão assim era feito sem conhecimento de superiores (e me refiro à gente grande mesmo) e de que não há organizações criminosas dentro das esferas policiais (não apenas Civil, Metropolitana, Militar e Federal também sofrem com isso).

Precisamos parar de encarar a corrupção no Brasil como algo comum. Acredito qua polícia (e nisso incluo todas) seja muito maior do que isso que está acontecendo. Ainda creio na possibilidade de casos assim voltarem a configurar excessões e não regras (como tem sido recorrente). Só precisamos de justiça de verdade e de segurança de verdade com polícia de verdade.

Indignação x Medo

Semana passada, estava em frente ao prédio onde moro conversando com um amigo, quando vimos na esquina da rua dois meninos olhando os carros que estavam estacionados na mesma. Ficamos observando, pois achamos suas atitudes suspeitas. De repente, eles começaram a subir a rua, em nossa direção, mas não saímos dali, esperamos para saber o que se passava. Eles passaram por nós e subiram mais um pouco a rua. Pouco tempo depois, os vimos descendo. Eles pararam e perguntaram se algum daqueles carros era de algum de nós. Dissemos que não e eles desceram até a esquina. Ficaram novamente olhando para os carros, quando um deles pegou um tijolo, de uma reforma próxima dali, e quebrou o vidro de um dos carros, enquanto o outro observava o movimento da rua. Após estilhaçar o vidro, ele abriu a porta do carro e furtou a frente do cd player. Depois do furto, eles foram embora. Algum tempo depois, a dona do carro apareceu e ficou indignada com o que viu. Sua expressão era de alguém que mal podia acreditar no que tinha acontecido. Contudo, ela entrou no carro e foi embora.

Apesar de essa história ter me deixado indignada, de eu pensar que deveria ter feito alguma coisa, ido à polícia ao menos, o medo me impediu. Mesmo eu estando a certa distância do que ocorreu, eu e meu amigo éramos as únicas pessoas na rua em si e, os meninos, creio que com idade entre 12 e 14 anos, nos viram ali, falaram conosco. Meu amigo, morador de um bairro considerado altamente perigoso, me orientou a não procurar a polícia, já que os meninos tinham nos visto ali e até falado conosco. O fato de eu não saber se eles estavam sempre ali na região e, também, de a dona do carro ter ido embora, foram fatores decisivos em minha desistência.

Penso como podemos viver numa sociedade onde o medo prevalece, onde não conseguimos reagir diante de determinadas situações? Omitimo-nos ao invés de fazer o que consideramos correto, pois não temos segurança, nem liberdade, nos sentimos presos, criamos a nossa própria prisão. Isso tudo em decorrência do medo da violência, que também, por nossa omissão, não pára de aumentar.