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Para o pessoal que tem fácil acesso à região, vai a indicação de um evento muito importante para a conscientização da população a debater para entender melhor o que é a violência, e mais do que isso, conhecer o conceito de não violência que a Cecília à frente do Violência Sem Rastros propõe por meio do trabalho belíssimo que realiza.

Vale muito a pena ainda conhecer o trabalho que o Dr. Joaquim Zailton Bueno Motta vem relaizando há 10 anos com o Grupo de Estudos sobre o Amor que tem como objetivo “Expandir e promover o amor entre todas as pessoas e sociedades, sem distinção de características ou níveis”.

Precisamos de mais iniciativas como estas no combate à violência e na propagação do respeito e da convivência pacífica entre as pessoas.

Grupo de Estudos sobre o Amor promove palestra com Cecília Tannuri


GEA terá como palestrante a idealizadora da campanha Violência Sem Rastros

No próximo dia 27 (segunda-feira), o Grupo de Estudos sobre o Amor (GEA) receberá a palestra da terapeuta vibracional Cecília Tannuri, idealizadora da campanha Violência Sem Rastros. A palestra abordará temas como qualidade de vida, valores humanos, respeito, o poder do amor, entre outros.

Cecília Tannuri lidera um movimento contra a violência, principalmente violência doméstica contra mulheres e crianças. Hoje, a violência é uma constante e por isso Cecília tem como principal objetivo em sua campanha promover a conscientização e prevenção por meio do conceito da não violência.

De âmbito nacional e sem fins lucrativos, a campanha Violência Sem Rastros atende as vítimas de todo o Brasil gratuitamente. Isso é feito para que essas pessoas possam, mais tarde, estarem fortalecidas e multiplicar as ideias.

A palestra no Grupo de Estudos sobre o Amor é aberta ao público e acontece no Tênis Clube de Campinas, às 20h. Cecília Tannuri, além de palestrante, é também escritora e já tem seis livros publicados. O último, intitulado Resgate Uma Vida, é parte integrante

Tema da palestra: Respeito & Paz – A violência e o antídoto da não violência


Serviço:

Palestra da campanha Violência Sem Rastros

Tênis Clube de Campinas

Rua Coronel Quirino, nº 1346, Cambuí – Campinas

Informações:

Carla Carolina – Assessora de Comunicação da campanha Violência Sem Rastros

19 3367-1342 / 19 9208-8548

Cecília Tannuri – 19 9125-7867

Atualizando

Bem, levando em consideração que ficamos muito tempo ausentes, acho que nada mais justo do que colocar a conversa em dia.

Primeiramente, tenho de explicar que a ausência se deu pelos projetos que levamos paralelamente fora da web e que nos consome praticamente todo o tempo.

Reativando a vida do Violência em Debate, recebemos uma comunicação que nos deixou muito felizes. Um contato da Lívia Ascava, da Webcitizen e que já nos acompanhou em outras parcerias, nos informando que ficamos na seção de blogs indicados do blog do Governo do Estado de Minas Gerais (http://blog.mg.gov.br).

Este tipo de apoio pela causa que levantamos aqui neste blog vai além de importante, é motivador e imprenscindível!

Gostaria o pique de colocar a conversa em dia para anunciar um evento aqui:

Palestra no Grupo de Estudos Sobre o Amor

A Palestra acontece no próximo dia 27 de julho de 2009 no Tênis Clube de Campinas, que fica na rua Coronel Quirino, nº 1346, no bairro do Cambuí, às 20h. A reunião acontece todas às segundas-feiras. Neste dia 27 a palestrante é mais uma já conhecida nossa, Cecília Tannuri, idealizadora do belíssimo projeto Violência Sem Rastros, que tem como missão inserir na sociedade o bonito conceito da NÃO VIOLÊNCIA.

Acredito que por hora seja isso! Até a próxima (que está próxima mesmo)!

Em Breve

Bem, como vocês devem ter percebido, as meninas do Violência em Debate andaram meio sumidas.
Foi um período de férias ocasionado por projetos paralelos. Estamos reaquecendo os motores. Aguardem!

Nos dias 7 e 8 de agosto, ocorrerá no Rio de Janeiro, o Seminário Nacional Escuta de Crianças e Adolescentes Envolvidos em Situação de Violência e a Rede de Proteção, organizado pelo Sistema Conselhos de Psicologia.

O seminário será um espaço de diálogo com a participação de acadêmicos, psicólogos e especialistas sobre o Sistema de Proteção da Criança e do Adolescente. Serão debatidas questões sobre como garantir a proteção de crianças e adolescentes com ações que não entrem em conflito com a ética dos profissionais envolvidos.

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone (21) 2109-0100 ou pelo e-mail napg2@pol.org.br. Confira a programação.

Operação Sucupira

mata

Semana Passada uma operação policial denominada Sucupira intensificou a fiscalização, multando e fechando madeireiras e serrarias que trabalham de forma ilegal receptando madeiras retiradas da Mata Atlântica. Nos últimos 3 anos foram desmatados cerca de 100mil hectares, o equivalente a 100 campos de futebol, dos pouco mais de 7% que restam da Mata Atlântica, em Pernambuco por exemplo restam pouco mais que 2,5% e os campeões de devastação são os estados de Minas Gerais, Santa Catarina e Bahia. Para maiores informações ascesse o site do SOS Mata Atlântica.

Hoje pela manhã o jornal Bom Dia Brasil passou uma reportagem com um vídeo exclusivo do traficante Juan Carlos Ramirez Abadia, o traficante colombiano dono de rotas de tráfico internacional e de um patrimônio pra lá de absurdo, responsabilizado por mais de 300 mortes e o cara das milhares de plásticas.

as faces de Juan Carlos Ramirez Abadia

as faces de Juan Carlos Ramirez Abadia

Abadia foi preso no ano passado e extraditado em outubro. A extradição não demorou muito a acontecer e foi feita à base de troca: ele daria informações relacionadas às atividades do tráfico e a polícia o mandava para os EUA.

Entre as informações preciosas dadas por Abadia, estavam as denúncias do envolvimento de membros da Polícia Civil (DENARC) e até mesmo do DETRAN. Abadia, em um interrogatório que mais parecia um bate papo de boteco aos domingos, contou muito à vontade sobre o que acontecia e de como era persuadido a pagar propina.

Após a repercursão da notícia o governador de São Paulo José Serra diz que pedirá ao Secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, para acompanhar as investigações pessoalmente. O secretário diz que dará prioridade absoluta ao caso.

Me lembro que na época da prisão e da extradição de Abadia muito criticou-se a polícia por “negociar” com bandido. Contudo, melhor negociar informações com bandido para que se possa repreender o tráfico, do que cobrar propina e alimentar essa rede criminosa que desvia tantas vidas saudáveis para um caminho sem volta e que forma uma das bases para a violência que enfrentamos hoje.

última versão de Juan Carlos Ramirez Abadia

última versão de Juan Carlos Ramirez Abadia

Oras, se a polícia não cumpre o propósito que justifica a sua própria existência (manter a ordem e a segurança pública), em quem confiamos então?

Sabe, por essas e por outras é que na periferia é comum vermos figuras como Abadia sendo tratadas e consideradas como protetoras, as que visam manter a ordem das comunidades. Para se ter uma idéia é muito comum que os grupos que comandam o crime organizado nessas comunidades trabalhem (com forte) esquema de segurança para que, nem polícia nem criminosos de outra comunidade, coloquem em risco a vida das pessoas dos lugares ondem vivem.

Policiais assim contribuem e muito para o descrédito da polícia e pelo aumento do respeito de traficantes em diversas comunidades.

Esperamos mesmo que sejam apuradas as denúncias. E queremos muito mais que 2 laranjas de baixa patente presos neste caso (em muitos outros também). Por que não somos idiotas a ponto de acreditarmos que um esquema de extorsão assim era feito sem conhecimento de superiores (e me refiro à gente grande mesmo) e de que não há organizações criminosas dentro das esferas policiais (não apenas Civil, Metropolitana, Militar e Federal também sofrem com isso).

Precisamos parar de encarar a corrupção no Brasil como algo comum. Acredito qua polícia (e nisso incluo todas) seja muito maior do que isso que está acontecendo. Ainda creio na possibilidade de casos assim voltarem a configurar excessões e não regras (como tem sido recorrente). Só precisamos de justiça de verdade e de segurança de verdade com polícia de verdade.

Indignação x Medo

Semana passada, estava em frente ao prédio onde moro conversando com um amigo, quando vimos na esquina da rua dois meninos olhando os carros que estavam estacionados na mesma. Ficamos observando, pois achamos suas atitudes suspeitas. De repente, eles começaram a subir a rua, em nossa direção, mas não saímos dali, esperamos para saber o que se passava. Eles passaram por nós e subiram mais um pouco a rua. Pouco tempo depois, os vimos descendo. Eles pararam e perguntaram se algum daqueles carros era de algum de nós. Dissemos que não e eles desceram até a esquina. Ficaram novamente olhando para os carros, quando um deles pegou um tijolo, de uma reforma próxima dali, e quebrou o vidro de um dos carros, enquanto o outro observava o movimento da rua. Após estilhaçar o vidro, ele abriu a porta do carro e furtou a frente do cd player. Depois do furto, eles foram embora. Algum tempo depois, a dona do carro apareceu e ficou indignada com o que viu. Sua expressão era de alguém que mal podia acreditar no que tinha acontecido. Contudo, ela entrou no carro e foi embora.

Apesar de essa história ter me deixado indignada, de eu pensar que deveria ter feito alguma coisa, ido à polícia ao menos, o medo me impediu. Mesmo eu estando a certa distância do que ocorreu, eu e meu amigo éramos as únicas pessoas na rua em si e, os meninos, creio que com idade entre 12 e 14 anos, nos viram ali, falaram conosco. Meu amigo, morador de um bairro considerado altamente perigoso, me orientou a não procurar a polícia, já que os meninos tinham nos visto ali e até falado conosco. O fato de eu não saber se eles estavam sempre ali na região e, também, de a dona do carro ter ido embora, foram fatores decisivos em minha desistência.

Penso como podemos viver numa sociedade onde o medo prevalece, onde não conseguimos reagir diante de determinadas situações? Omitimo-nos ao invés de fazer o que consideramos correto, pois não temos segurança, nem liberdade, nos sentimos presos, criamos a nossa própria prisão. Isso tudo em decorrência do medo da violência, que também, por nossa omissão, não pára de aumentar.

FORA PM DA USP

Hoje


Manifestação contra a presença da PM no campus da USP


Concentração as 12 horas em frente a Reitoria e passeata até a Paulista.

Recebi por e-mail…

Prezados colegas,

O que os senhores lerão abaixo é um relato em primeira pessoa de um docente que vivenciou os atos de violência que aconteram poucas horas atrás na cidade universitária (e que seguem, no momento em que lhes escrevo – acabo de escutar a explosão de uma bomba). Peço perdão pelo uso desta lista para esse propósito, mas tenho certeza que os senhores perceberão a gravidade do caso.

Hoje, as associações de funcionários, estudantes e professores haviam deliberado por uma manifestação em frente à reitoria. A manifestação, que eu presenciei, foi completamente pacífica. Depois, as organizações de funcionários e estudantes saíram em passeata para o portão 1 para repudiar a presença da polícia do campus. Embora a Adusp não tivesse aderido a essa manifestação, eu, individualmente, a acompanhei para presenciar os fatos que, a essa altura, já se anunciavam. Os estudantes e funcionários chegaram ao portão 1 e ficaram cara a cara com os policiais militares, na altura da avenida Alvarenga. Houve as palavras de ordem usuais dos sindicatos contra a presença da polícia e xingamentos mais ou menos espontâneos por parte dos manifestantes.
Estimo cerca de 1200 pessoas nesta manifestação.

Nesta altura, saí da manifestação, porque se iniciava assembléia dos docentes da USP que seria realizada no prédio da História/ Geografia. No decorrer da assembléia, chegaram relatos que a tropa de choque havia agredido os estudantes e funcionários e que se iniciava um tumulto de grandes proporções. A assembléia foi suspensa e saímos para o estacionamento e descemos as escadas que dão para a avenida Luciano Gualberto para ver o que estava acontecendo. Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de “efeito moral” porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do
prédio (mais ou menos em frente à lanchonete e entrada das rampas). Sentimos um cheiro forte de gás lacrimogêneo e dezenas de nossos colegas começaram a passar mal devido aos efeitos do gás – lembro da professora Graziela, do professor Thomás, do professor Alessandro Soares, do professor Cogiolla, do professor Jorge Machado e da professora Lizete todos com os olhos inchados e vermelhos e tontos pelo efeito do gás. A multidão de cerca de 400 ou 500 pessoas ficou acuada neste edifício cercada pela polícia e 4 helicópteros. O clima era de pânico. Durante cerca de uma hora, pelo menos, se ouviu a explosão de bombas e o cheiro de gás invadia o prédio. Depois de uma tensão que parecia infinita, recebemos notícia que um pequeno grupo havia conseguido conversar com o chefe da tropa e persuadido de recuar. Neste momento, também, os estudantes no meio de um grande tumulto haviam conseguido fazer uma pequena assembléia de umas 200 pessoas (todas as outras dispersas e em pânico) e deliberado descer até o gramado (para fazer uma assembléia mais organizada). Neste momento, recebi notícia que meu colega Thomás Haddad havia descido até a reitoria para pedir bom senso ao chefe da tropa e foi recebido com gás de pimenta e passava muito mal. Ele estava na sede da Adusp se recuperando.

Durante a espera infinita no pátio da História, os relatos de agressões se multiplicavam. Escutei que a diretoria do Sintusp foi presa de maneira completamente arbitrária e vi vários estudantes que haviam sido espancados ou se machucado com as bombas de concusão (inclusive meu colega, professor Jorge Machado). Escutei relato de pelo menos três professores que tentaram mediar o conflito e foram agredidos. Na sede da Adusp, soube, por meio do relato de uma professora da TO que chegou cedo ao hospital que pelo menos dois estudantes e um funcionário haviam sido feridos. Dois colegas subiram lá agora há pouco (por volta das 7 e meia) e tiveram a entrada barrada – os seguranças não deixavam ninguém entrar e nenhum funcionário podia dar qualquer informação. Uma outra delegação
de professores foi ao 93o DP para ver quantas pessoas haviam sido presas. A informação incompleta que recebo até agora é que dois funcionários do Sintusp foram presos – mas escutei relatos de primeira pessoa de que haveria mais presos.

A situação, agora, é de aparente tranquilidade. Há uma assembléia de professores que se reuniu novamente na História e estou indo para lá. A situação é gravíssima. Hoje me envergonho da nossa universidade ser dirigida por uma reitora que, alertada dos riscos (eu mesmo a alertei em reunião na última sexta-feira), autorizou que essa barbárie acontecesse num campus universitário. Estou cercado de colegas que estão chocados com a omissão da reitora. Na minha opinião, se a comunidade acadêmica não se mobilizar diante desses fatos gravíssimos, que atentam contra o diálogo, o bom senso e a liberdade de pensamento e ação, não sei mais.

Por favor, se acharem necessário, reenviem esse relato a quem julgarem que é conveniente.

Cordialmente,

Prof. Dr. Pablo Ortellado
Escola de Artes, Ciências e Humanidades
Universidade de São Paulo

Foto: Márcio Fernandes/AE

Foto: Márcio Fernandes/AE

Na tarde de hoje alunos e funcionários da USP realizavam uma manifestação contra a permanência da PM no campus da Universidade, presença essa bastante indesejável desde o governo militar.Enquanto protestavam em frente a portaria principal da Universidade, professores, funcionários e estudantes foram surpreendidos pela polícia com bombas de efeito moral e balas de borracha.

O forma de diálogo adotado pela reitora e o governador de São Paulo às reivindicações dos funcionários, professores e estudantes da USP foi recorrer à PM.

Tudo está acontecendo neste momento e o que mais me choca é isso ocorrer na universidade, um lugar de reflexão e de diálogo. O lugar próprio à discussão. ..

Assim q passar um pouco da minha ira, volto a falar das informações e também de minha indignação quanto à ignorância de certas lideranças.

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